Setor de cruzeiros volta a reduzir oferta no país
Pelo segundo ano consecutivo, o mercado brasileiro de cruzeiros marítimos deverá apresentar encolhimento
Depois que as companhias do setor ofereceram um volume de leitos cerca de 15% inferior na temporada 2012/2013, a queda deve se aprofundar em 17% em 2013/2014, segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar). “O Brasil tem recebido marcas de qualidade e cresceu muito nos últimos anos, mas agora está andando para trás”, diz Ricardo Amaral, presidente da associação.
Apesar da grande demanda, os altos custos de operação e os impostos praticados no país fazem com que os roteiros estrangeiros sejam mais interessantes para as empresas: os roteiros para Buenos Aires cresceram 27% na temporada atual.
Além disso, o custo para a circulação dos cruzeiros no Brasil ainda pode ficar até 35% mais caro para as operadoras, segundo as estimativas de Amaral. “Isso pode ser transmitido ao cliente. Se o custo é elevado, acaba passando para o preço”, afirma.
Para ele, “todos perdem. A geração de emprego cai e a movimentação da economia nas escalas também”. Enquanto o mercado brasileiro perde competitividade, o setor procura outros destinos na Ásia, na Austrália e no Caribe.
A temporada de Cruzeiros Marítimos começou em novembro de 2012 e segue até abril deste ano. Seus 15 navios devem levar 762 mil turistas para passeios pela costa do país, segundo prevê a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar).
ABREMAR – Fundada em 2006, a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos representa as armadoras e operadoras de turismo marítimo no país. Atua na interlocução com órgãos públicos e instituições privadas na defesa e promoção de um ambiente favorável aos negócios, que proporcione maior desenvolvimento da atividade no Brasil. Está, ainda, comprometida na divulgação do país enquanto destino turístico, ressaltando o potencial desta atividade como um dos motores da nossa economia, gerando emprego e renda para a sociedade – na temporada 2010/2011, os Cruzeiros movimentaram R$ 1,4 bilhão na economia brasileira, entre impactos diretos e indiretos dos armadores e dos cruzeiristas. Atualmente, a entidade representa 19 empresas associadas, entre elas Grupo Costa Cruzeiros, MSC Cruzeiros, Pullmantur e Royal Caribbean. Para mais informações, acesse www.abremar.com.br ou facebook.com/Abremar.Cruzeiros
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