SIRHA-RIO 2015 – Bocuse d’or, Concurso de gastronomia mais prestigiado do mundo, realiza seletiva brasileira durante o evento

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Chef escolhido disputará vaga para a grande final mundial em Lyon, em 2017


Durante o Sirha Rio, a GL events realizará a seletiva brasileira do Bocuse D’Or, considerado o mais prestigioso concurso culinário do mundo para profissionais da alta gastronomia, nos dias 15 e 16 de outubro. O vencedor, escolhido entre oito chefs profissionais, vai representar o país na etapa latino americana da competição, no México, em 2016. De lá, sairão três nomes para a final mundo na próxima edição do Sirha Lyon, em 2017.  



Criado em 1987 por Paul Bocuse, o Bocuse D’Or reúne a cada dois anos, em Lyon, 24 jovens chefs dos cinco continentes, alguns deles dentre os mais brilhantes talentos de suas gerações. Os finalistas são determinados após dezoito meses de etapas seletivas, em 63 países. Mais que uma mera competição, o Bocuse D’Or é um verdadeiro show de talentos da gastronomia vindos do mundo todo.


Considerado inovador desde sua criação, foi o primeiro concurso em que os candidatos preparavam o prato ao vivo, em frente à plateia e aos jurados. 



O chef francês Laurent Suaudeau foi responsável por selecionar os nomes do Comitê do Bocuse D’Or Brasil. No país há 35 anos, Suaudeau chegou ao Rio de Janeiro, indicado pelo próprio Paul Bocuse, e elegeu o Brasil como sua casa. 


O primeiro lugar nas Américas em que Bocuse colocou seu nome foi no carioca Hotel Meridien, quando Laurent aceitou o convite para representar seu mestre aqui.


Entre os nomes escolhidos para o Comitê estão os chefs Marcelo Fernandes, Marcelo Pinheiro, Victor Rodrigues, David Jorbet, Bruno Hamad e Andrews Valentim. Além de auxiliar na escolha dos candidatos, o grupo participará ativamente do treinamento e, durante as provas, atuarão como fiscais e treinarão o vencedor para a etapa mexicana. No Brasil, Jérôme Bocuse, filho e discípulo de Paul Bocuse, é presidente de honra do concurso enquanto Laurent Suaudeau foi nomeado presidente. Hoje, à frente da Escola das Artes Culinárias Laurent, foi ele, junto com seu comitê, o responsável por selecionar os oito candidatos brasileiros – Alex Sotero (SP), Bruno Rappel (DF), Camilo Portugal (RJ), Gabriel Daniel (SP), Giovanna Grossi (AL), Gustavo Maragna (DF), Halles Willians (RJ) e Luiz Filipe de Azevedo (SP). Os chefs tiveram que comprovar ao menos cinco anos de experiência no momento da inscrição.



Como processo seletivo, os candidatos tiveram que criar uma receita para cada tema do concurso — carne e peixe — com especificidades determinadas pelo presidente. A carne a ser utilizada deveria ser somente miolo de alcatra. E o peixe, pescadinha. Foram escolhidos dois ingredientes obrigatórios entre os acompanhamentos: ora pro nóbis para a carne e chuchu para o peixe. Os critérios para escolha dos candidatos foram originalidade, receita, respeito pelos produtos dos temas e apresentação.


Nos dias do Sirha Rio, cada chef terá cinco horas e 35 minutos para preparar suas receitas ao vivo para o júri que será dividido em duas categorias – júri degustação e júri cozinha. Entre os quesitos que serão julgados estão sabor, cozimento, originalidade, respeito pelos produtos dos temas e apresentação. Em caso de empate entre dois candidatos, o critério usado para escolher em campeão levará em conta o sabor e cozimento.


Além do julgamento dos quesitos determinados, serão aplicadas penalidades com relação ao tempo estipulado no regulamento do concurso. Um atraso superior a três minutos já será passivo de penalidade.


Três candidatos serão premiados. O primeiro lugar, além de garantir sua vaga na etapa Latino Americana da competição, em 2016 no México, e concorrer à grande final em Lyon, ganhará prêmio de R$ 10 mil. O segundo e o terceiro lugar ganharão R$ 6 mil e R$ 3 mil, respectivamente.


Além disso, será eleito o melhor commis – cada candidato terá direito a formar uma equipe com um auxiliar (commis) e um coach – pelo júri cozinha. Os critérios avaliados para a escolha serão domínio das técnicas, participação e reatividade, organização, limpeza e higiene do local, e trajes.


OS CANDIDATOS 



Alex Sotero (São Paulo)


O chef tem mais de dez anos de experiência, tendo passado por cozinhas italianas, norte-americanas e brasileiras. Em 2012 foi campeão do concurso Global Chefs Challenge – Brasil, e no ano seguinte ficou em terceiro lugar na edição pan-americana da mesma competição da World Association of Chefs Societies. Atualmente é consultor sênior da Food Chain Group, com foco em alta gastronomia. 



Bruno Rappel (Brasília)


Formado em turismo, o chef começou sua carreia há certa de vinte anos, em Milão. Entre 1997 e 2014 esteve à frente de seu próprio negócio, a Rappel Confeitaria e Restaurante, em Brasília. Atualmente é professor de gastronomia no Centro Universitário IESB. 



Camilo Portugal (Rio de Janeiro)


Depois de quatro anos à frente da cozinha do Hotel Novo Mundo, no Rio de Janeiro, o chef está cuidando da inauguração do restaurante Panamera Bistrô, no mesmo hotel. Paralelamente, cuida de projeto social que levou o primeiro curso de gastronomia ao presídio feminino Oscar Stevenson, em Benfica, formando presas do regime semi-interno em ajudantes de cozinha. 



Gabriel Daniel (São Paulo)


O jovem de 26 anos atua à frente de seus próprios negócios, a BR Spices, empresa especializada no comércio e distribuição de temperos e especiarias; e o Fechado para Jantar, um clube de jantar itinerante. Com vasta experiência em restaurantes de São Paulo, já passou também pelas cidades de Barcelona, Lima e Nova Iorque.



Giovanna Grossi (Maceió)


Giovanna já foi aluna do Institut Paul Bocuse, em Lyon, e fez outros cursos de aperfeiçoamento pela Europa depois de se formar em Artes Culinárias pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Acaba de voltar ao Brasil após um ano de estágio no EspaiSucre, em Barcelona.



Gustavo Maragna (Brasilia)


O chef começou sua carreia profissional na cidade de Perth, na Austrália, em 2007. Desde então, já passou por outros restaurantes do país, pela Colômbia, Coreia do Sul e retornou a Brasília, onde é chef do Restaurante-Escola do Senac.