Temasek vira sócia do Burger King no Brasil

por migracao

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A Temasek, companhia de investimento do governo de Cingapura, fez uma injeção de capital de US$ 100 milhões para se tornar sócia da Burger King no Brasil (BK do Brasil), segundo apurou o jornal ‘O Estado de S. Paulo’ com fontes familiarizadas com a operação. A transação foi feita pela Sheares Investments, subsidiária da Temasek, que ficará com 20,5% de participação do negócio por meio de subscrição de novas ações da empresa.


A BK do Brasil foi criada em junho de 2011 e tem como sócios a gestora Vinci Partners, do banqueiro Gilberto Sayão, com 75%, do negócio, e a Burger King Corporation, controlada pelo fundo 3G, de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, donos da AB InBev, com 25%.


Com a entrada da Temasek na operação da Burger King do Brasil, as participações dos dois sócios serão diluídas para cerca de 60% e 20%, respectivamente. A companhia de investimentos de Cingapura poderá aumentar sua fatia para até 35% nos próximos três anos, dependendo do desempenho de resultados da Burger King nesse período. As negociações para a entrada nessa operação ocorriam há seis meses.


O Burger King chegou ao País em 2004, pelas mãos do pecuarista Luiz Eduardo Batalha. Nos primeiros seis anos no País, a rede número dois do fast-food americano não conseguiu empreender expansão relevante. As coisas começaram a mudar em setembro de 2010, quando o fundo 3G comprou a operação mundial da rede de fast-food, colocando os mercados emergentes como prioridade para o crescimento do negócio. Em junho, o 3G firmou parceria com a Vinci para criar a BK do Brasil. A rede de alimentos conta hoje com mais de 500 pontos de venda.


ESTRATÉGIA
A entrada da Temasek nesse negócio é vista como estratégica para companhia de Cingapura, que ainda não tem operações na área de fast-food no Brasil. Com um portfólio variado de investimentos, a companhia também está à procura de oportunidades em energia, florestas e mercado financeiro, segmentos nos quais já atua no mercado internacional.

O Brasil representa hoje menos de 1% do total dos negócios da Temasek pelo mundo afora, que encerrou 2013 com uma carteira de investimentos de US$ 173 bilhões. Fundada em 1974, a Temasek, embora tenha o governo de Cingapura como único acionista, não é um fundo soberano, que aplica recursos oriundos das reservas de um país.

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