Vind’Ame – Seleção de vinhos alemães que surpreende

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Michael Schütte, sócio administrador da Vind’Ame, dá dicas de como sair do senso comum e escolher bons vinhos alemães


O consumo de vinho no Brasil vem crescendo significativamente nos últimos anos. Para se ter noção, o setor fechou 2015 com crescimento de 6% nas vendas mesmo com o país passando por um forte momento de debilidade econômica. Contudo, hoje os mais consumidos são originários do países sulamericanos como Chile e Argentina, e dos europeus Itália e Portugal.
 
Para Michael Schütte, sócio diretor da Vind’Ame, importadora de vinhos com rótulos de terroirs especiais, essas são as regiões produtoras mais conhecidas e por isso as mais consumidas. Porém, a Alemanha produz vinhos secos de altíssima qualidade que são pouco conhecidos, mas que já podem ser encontrados no mercado brasileiro.
 
Os Rieslings alemães possuem reputação internacional de serem, juntamente com os Chardonnays da Borgonha, os melhores vinhos brancos do mundo. Entretanto, o vinho branco alemão ainda sofre o estigma trazido pelas antigas garrafas azuis que continham um vinho adocicado artificialmente, quase sem sabor ou aromas, de qualidade ruim e de produção industrial, que eram distribuídas aos milhões pelo Brasil há até 15 anos atrás.
 
Além disso, muitos enófilos enfrentam dificuldades para entender a classificação legal dos vinhos alemães, bastante complexa e de termos quase impronunciáveis. Uma dica é escolher somente produtores da associação VdP (Verband deutscher Prädikatsweingüter), a qual congrega apenas as cerca de 200 melhores vinícolas alemãs, de um universo de 80 mil viticultores. Ela garante a altíssima qualidade dos vinhos de seus associados, colocando seu símbolo nos rótulos e nas cápsulas: uma águia estilizada com um cacho de uvas em seu interior.
 
Para os que não gostam de vinhos suaves, a expressão “trocken” garante que o vinho seja seco.


As nomenclaturas:
 
A VdP classifica seus vinhos de acordo com a qualidade do terroir dos vinhedos, dividindo-os em categorias semelhantes às utilizadas na Borgonha. “Gutswein” é a classificação inicial, que garante a produção a partir de uvas de vinhedos próprios, em mais de uma parcela, dentro de determinada região de produção, com uma concentração mínima elevada de mosto.
 
“Ortswein” é a categoria seguinte, originária de uma única e determinada parcela de território (single vineyard), cujo nome é normalmente mencionado no rótulo. A próxima categoria, “Erste Lage”, é o equivalente ao “Premier Cru” da Borgonha. Trata-se de um vinho originário de uma específica parcela de território, de excelente qualidade. A categoria mais elevada é a “Grosse Lage” (ou também “Grossem Gewächs”), muitas vezes indicada ainda pela sigla “GG”. Estes são os “Grand Crus” alemães, frutos dos mais excepcionais terroirs.


Outro termo utilizado pelos viticultores em seus vinhos é o “Kabinett”, análogo ao termo “Reserva”. É utilizado em vinhos cujas uvas são especialmente selecionadas, ou que se distinguem pela qualidade do processo de vinificação.
 
www.vindame.com.br



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