Sommelier da Decanter explica processo de elaboração da bebida
Você já ouviu falar em “vinhos naturais”? O termo pode parecer estranho, mas carrega consigo a proposta da bebida em sua mais pura forma. Vinhos naturais são aqueles cujos produtores priorizam a interferência mínima durante a elaboração. Eles são feitos a partir de uvas orgânicas ou biodinâmicas, mas o que os diferencia dos demais tipos é a ausência de leveduras artificiais ou aromatizantes na vinificação e de mínima adição de sulfitos na conservação. “É um modo ancestral de produção, abrindo mão de quase todas as tecnologias disponíveis. Não é raro deparar-se com produtores que utilizam ânforas de barro enterradas para fermentar os seus melhores vinhos”, explica Sidney Lucas, sommelier da Decanter Blumenau.
Sidney enfatiza que o cultivo orgânico do vinhedo tende a proporcionar o aparecimento de leveduras indígenas naturalmente. “Tanto que, no mundo antigo, se extraía o fermento necessário para produção de pães e outros alimentos da espuma da superfície do vinho quando em fermentação. Estudos afirmam que algumas localidades ou vinhedos apresentam tipos de leveduras selvagens autóctones, que só existem ali, dando caráter particular aos vinhos”, ressalta.
O uso de leveduras selecionadas ou correções finais, acrescentando ácido tartárico e/ou taninos, não acontece; tampouco a adição de sulfitos antes da fermentação. Isso porqueeles podem matar as leveduras indígenas, tirar algumas características naturais da bebida e anular o terroir. Já durante a fermentação, há quem opte por não controlar a temperatura. Os vinhos não passam por colagem e nem são filtrados, para não perderem elementos de aroma e sabor.
“A vinificação natural quando bem feita atinge níveis altíssimos de qualidade e tipicidade, é a mais alta expressão do terroir que existe”, destaca Sidney.
A Decanter oferece algumas opções de vinhos naturais. Entre eles está o chileno De Martino Cinsault Viejas Tinajas 2015, com nariz que evidencia aromas de frutos vermelhos, tons terrosos e especiados. Já o Tetramythos Roditis Nature 2015, da Grécia, é elaborado a partir de vinhas velhas em gobelet não-irrigadas e colheita manual das uvas. A vinificação é feita em pequenas cubas de inox termo-controladas e longa fermentação a temperaturas baixas, por cinco meses, com leveduras selvagens.
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