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Fronteira oeste tem investido em videiras e quer atrair mais visitantes interessados em enoturismo
Na Fronteira Oeste, as videiras têm recebido atenção especial de produtores cada vez mais empenhados em produzir vinhos de qualidade em terras conhecidas pelas culturas do arroz e da pecuária. A diversificação, por consequência, tem atraído turistas.
Nosso roteiro começou em São Borja, terra dos presidentes. É na cidade fundada por padres jesuítas, a primeira dos Sete Povos das Missões e a mais antiga do Estado, que vive a família Malgarim. Os descendentes de italianos, acostumados a plantar arroz na região da Quarta Colônia, mudaram-se para a fronteira com a Argentina para investir em uma nova cultura. Como bons bebedores de vinho, não foi difícil descobrir que caminho seria esse.
A Quinta do Sino fica a 10 minutos da cidade, com entrada pela BR-472. Cada turista é recebido com seis badaladas do sino — segundo a família, o badalar ajuda a expulsar as energias negativas.
— É coisa do gaúcho missioneiro trazer as pessoas para casa, recebê-las bem. Nossa ideia é encantar — diz o vinhateiro Daniel Malgarim.
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Na pequena butique inspirada em uma catedral missioneira, são apresentados os diferentes vinhos produzidos na vinícola. A visita de cerca de duas horas, com degustação, inclui uma mesa com frios e antepastos e custa R$ 50 (apenas com a degustação de um vinho, R$ 25). As reservas podem feitas pelo telefone (55) 99927-9865 ou pelo site malgarimvinhos.com.br.
A família recebe pelo menos mil turistas por ano nos 10 hectares da propriedade — as videiras ocupam três deles. Não são apenas os amantes de vinho que procuram o local: o belo cenário também serve para book de gestantes, aniversariantes e casais apaixonados.
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A 80 quilômetros de distância, também encontramos muita dedicação em família na fazenda Campos de Cima, no interior de Maçambará. Além das culturas de arroz e da criação de gado, o lugar conta hoje com 17 hectares de vinhedos cultivados com mudas importadas da França e da Itália.
— Não temos a tradição da uva e do vinho, mas temos a terra e o clima muito propícios a isso. Temos os invernos rigorosos, os verões quentes e secos, com uma grande amplitude térmica — explica a empresária Hortência Ayub.
A vinícola dos Ayub fica a 95 quilômetros dali, em Itaqui, também às margens da BR-472. A arquitetura foi inspirada na região.
— O piso, os materiais dos móveis, o couro, o pelego são formas de valorizar o que é nosso e mostrar o que temos de belo para o turista que não conhece os nosso costumes — afirma a arquiteta Manuela Ayub.
A vinícola foi concebida com a intenção de integrar as diferentes áreas de trabalho, e o turista consegue ter uma visão panorâmica de todo o processo de produção do vinho. As visitas guiadas custam entre R$ 10 e R$ 30, e a degustação é realizada dentro de uma charmosa adega climatizada (informações em camposdecima.com.br).
— A gente já conquistou grandes prêmios. Hoje, nosso vinho é reconhecido não só a nível nacional, como também internacionalmente. Exportamos vinhos para a Inglaterra, para a Dinamarca — orgulha-se Hortência.
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Para quem chegar tarde, ou não quiser ir embora, a Campos de Cima oferece até hospedagem em uma casa que pode abrigar a família inteira: tem sala, cozinha, banheiro, dois quartos e um pátio privilegiado. Dá até para fazer um piquenique. A diária com café e visitação custa R$ 200.
Mas se você, como eu, gosta mesmo é de pôr a mão na massa, talvez valha marcar no calendário uma visita à cabanha Sossego, em Uruguaiana. Referência na região pela criação de animais rústicos, há cinco anos deu espaço para as videiras e tornou-se também bodega. Tudo o que é produzido de uva ali é mandado para as vinícolas da serra gaúcha. Agora, a bodega quer abrir a colheita, em janeiro, para atrair também os turistas (informações no site sossego.net).
Se depender dos vinhos e das paisagens, o turismo na região tem tudo para dar certo.
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Fonte: Zero Hora – https://goo.gl/whR81H