Vendas da alimentação fora do lar acumulam alta real de 1,5% até setembro, aponta IFB

Índice de Desempenho do Foodservice (IDF) registra crescimento nominal de 7,3% no acumulado do ano, enquanto vendas em mesmas lojas recuaram 1,8% em termos reais

O setor de alimentação fora do lar acumula crescimento nominal de 7,3% nas vendas entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Descontada a inflação, a alta é de 1,5%, segundo o Índice de Desempenho do Foodservice (IDF), elaborado pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB) com dados de seus associados. Quando considerados apenas os estabelecimentos que já operavam no período de comparação, as vendas apresentaram crescimento nominal de 4%, mas queda real de 1,8%, indicando que o avanço do faturamento ainda enfrenta pressão sobre o desempenho das mesmas lojas.

Os resultados refletem diferenças entre a evolução do faturamento total e o desempenho dos pontos de venda já existentes. No acumulado de janeiro a setembro, o volume de transações cresceu 3,5% no total, enquanto nas mesmas lojas o avanço foi de 1,1%. O ticket médio passou de R$ 43,50 em setembro de 2025 para R$ 44,20 em setembro deste ano, uma elevação de aproximadamente 1,6%.

“Os resultados de setembro mostram um setor que segue avançando em faturamento, mas ainda enfrenta desafios quando observamos o desempenho das mesmas lojas em termos reais. Esse cenário reforça a importância de acompanhar indicadores como fluxo de clientes, ticket médio e desempenho dos canais de venda para entender as diferentes dinâmicas do foodservice”, afirma Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do Instituto Foodservice Brasil.

O delivery segue como um canal relevante para o setor. Em setembro, respondeu por 26,7% das vendas totais, mantendo participação próxima à observada nos meses anteriores. O desempenho do canal contrasta com o do salão, que enfrenta maior pressão sobre as transações, conforme os indicadores do levantamento.

Na análise regional das vendas nominais de setembro, o Nordeste registrou a maior elevação, de 12,1% em relação ao mesmo mês de 2025, seguido pelo Norte, com 10,9%. Sudeste e Sul apresentaram altas de 7,4% e 6,9%, respectivamente, enquanto o Centro-Oeste avançou 4,2%.

Entre os demais segmentos acompanhados pelo IFB, a distribuição acumula alta nominal de 7,1% de janeiro a setembro, enquanto a indústria registra crescimento de 6% e o setor de embalagens, 7,8%. Os números mostram trajetórias distintas entre as atividades ligadas à cadeia de foodservice.

O IDF é elaborado a partir dos resultados reportados pelos associados do IFB e ponderados pelo faturamento. No recorte de operadores, o levantamento reúne dados de 21 empresas e 61 marcas. O indicador acompanha a evolução das vendas, das transações, do ticket médio e de outros fatores que ajudam a compreender o desempenho do mercado de alimentação fora do lar.

Sobre o Instituto Foodservice Brasil 

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